Faz um dia lindo em Music’s City. Eu quase sinto o cheiro de mar nessa brisa suave e temperada que me toca o rosto, aplacando o calor do sol não inclemente enquanto eu checo os e-mails, as lembranças, a estrada.
Dois são os sentimentos que me equilibram: Amor e Saudade: O amor me mostra aonde ir, a saudade, pra onde voltar; E em dias assim, me vejo de novo dentro de algumas já vividas; Intrigantes, interrogativas e sempre rememoradas a cada som, de saral ou de silêncio, de vento ou quietude.
Nunca fui do tipo naturalista... Na verdade vivo na ambiência do concreto, e aprecio coisas palpáveis. Mas, é quando o invisível nos salta os olhos, e o que se precisa longe está de ser real, que toda realidade se torna imprecisa, e a fantasia mais bela que a verdade.
Aí, tal pessoa geralmente distraída com sigo mesma, vê-se encantada com a vista do sol e o sussurro do vento. Que me trazem um nome, um sorriso, um momento onde eles mesmos realçaram a graça de algumas presenças.
“Publicando meus anseios. Acendendo-me a saudade. Se de mim tudo sabes, leve-me pois, pra onde és mais forte, pra onde mora o meu coração”.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Paralelas
Tenho dito e visto: Meu coração é um perene reagente às ações daqueles que ele leva a sério... Vão-se os meses e eu me torno cada vez mais capaz de atender aos desígnios de quem espera que eu tome algum posto pra sentir-se bem. O que não impede que por vezes eu seja tachada de insensível e arrogante... Aliás cada vez que eu não sigo o padrão, sou presa fácil a adjetivos destilados sob emoção forte, que geralmente me inquietam a ponto de questionar que tipo de marca eu tenho imprimido nas pessoas.
Gosto de meditar em mim como se fosse outro, Que a tudo vê atento, e torce pra que eu deixe a impressão errada no menor número de gente possível, visto que tal é inevitável. Mas, por maior que seja minha auto-compreensão, me vejo falhar em ser o melhor de tudo a todo instante. e embora intrínseco ao humanismo, quando se trata de mim, a tolerância parece zero, o que me faz deparar com alguns “Desapareça” ao longo da caminhada.
Recolhe-se o meu eu, pra longe de quem dele não precisa. E quando eu volto pra dentro de mim, marcada e sempre nunca farta, vejo o sinal de outro coração, outra alma, outra vida; Ciente de meus dons e malefícios, mas, que a nada vê senão ao que de bom eu tenha a dar. Pedindo-me simplesmente que não vá embora até a manhã chegar, que segure a nau enquanto o vento soprar contrário. Paro-me diante desse rogo, e ali permaneço, enquanto quiser o meu amigo, o meu amor, o meu irmão.
Entre o pra sempre e o nunca mais; O “Me deixe em paz” e o “Preciso de você”, existo, sigo e vivo, seguramente indigesta a quem não me ame de fato; Porque não li as regras e Sou como todos: Difícil, diferente; Em mim e em cada um
Gosto de meditar em mim como se fosse outro, Que a tudo vê atento, e torce pra que eu deixe a impressão errada no menor número de gente possível, visto que tal é inevitável. Mas, por maior que seja minha auto-compreensão, me vejo falhar em ser o melhor de tudo a todo instante. e embora intrínseco ao humanismo, quando se trata de mim, a tolerância parece zero, o que me faz deparar com alguns “Desapareça” ao longo da caminhada.
Recolhe-se o meu eu, pra longe de quem dele não precisa. E quando eu volto pra dentro de mim, marcada e sempre nunca farta, vejo o sinal de outro coração, outra alma, outra vida; Ciente de meus dons e malefícios, mas, que a nada vê senão ao que de bom eu tenha a dar. Pedindo-me simplesmente que não vá embora até a manhã chegar, que segure a nau enquanto o vento soprar contrário. Paro-me diante desse rogo, e ali permaneço, enquanto quiser o meu amigo, o meu amor, o meu irmão.
Entre o pra sempre e o nunca mais; O “Me deixe em paz” e o “Preciso de você”, existo, sigo e vivo, seguramente indigesta a quem não me ame de fato; Porque não li as regras e Sou como todos: Difícil, diferente; Em mim e em cada um
domingo, 14 de agosto de 2011
Gente
Que vem de longe,
Que ama igual.
Amada de leve,
Me leva embora.
Me trás de volta,
Me tem por perto.
Me vê por dentro,
E eu quase vejo.
Gente que eu amo porque quero,
E nem querendo desamaria.
Gente livre, Gente boa.
Gente de mim,
Reagente: Do sim e do não;
Tem meu coração na boca,
Faz meu caminho na mão.
De muito amada, me manda embora.
Do meu sonho, do meu sangue.
Do assente da terra, da quebra do mar.
Gente da minha harmonia,
Agentes do meu descompasso
Eles e elas, meu burgo, meu clã;
Graça do céu. Gente que eu amo
Que ama igual.
Amada de leve,
Me leva embora.
Me trás de volta,
Me tem por perto.
Me vê por dentro,
E eu quase vejo.
Gente que eu amo porque quero,
E nem querendo desamaria.
Gente livre, Gente boa.
Gente de mim,
Reagente: Do sim e do não;
Tem meu coração na boca,
Faz meu caminho na mão.
De muito amada, me manda embora.
Do meu sonho, do meu sangue.
Do assente da terra, da quebra do mar.
Gente da minha harmonia,
Agentes do meu descompasso
Eles e elas, meu burgo, meu clã;
Graça do céu. Gente que eu amo
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