Chove na cidade, onde o som é mais Brasil. E por cima dessa cama de pardal e água que ouço, quero deitar meu último escrito do velho 11.
Um período de muita vontade, som e movimento intenso do lado de dentro da força!
Meu bom e velho coração, na pancadaria de sempre... Pra bombear meu sangue, pra suster meus vícios, abrigando meu guia e gingando a velha saudade.
Ano bom, trouxe um segredo em cada mês. Vai, mas, deixa o gosto de ter sido vivido como eu gosto. No palco, no gargarejo, no altar ou no master class. Fazendo o que eu gosto: Cantando, tocando o piano e os espíritos das pessoas, acompanhando seus sonhos pra onde bem queiram ir, como um fundo musical por trás do pensamento.
Sempre do mesmo lado do Reino, trabalhando por ele, bem pastoreada como nunca, E tendo o privilégio de voltar todos os dias, de onde quer que seja, pro abrigo do meu lar de verdade: Cada vez melhor, mais nosso, mais único.
E que venha o novo ano. Se possível em Si bemol. Trazendo mais bênçãos, mais música, trazendo pra mais perto a luz de pessoas especiais. Minha família, meus pastores, meus amigos, meus professores. A construir e lapidar essa que aqui escreve. Hoje sem firulas, as mais coloquiais considerações de um grato coração, ao meu querido autor do melhor concerto de todos: A vida.
sábado, 31 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Passarim
Um coração é o melhor lugar pra alguém viver em liberdade, mas, torna-se o menor para se viver sem ela.
Citação minha, que espelha meu sentimento e a reflexão escrita de hoje. Pessoas são como a calopsita aqui de casa, que hoje resolveu levantar vôo por cima do muro, sem que qualquer um de nós pudesse pelo menos acompanhá-la com os olhos.
Somos sensatos, reflexivos, buscamos a todo tempo estar de acordo conosco e explicar tudo ao redor. Mas, batemos de frente com nossa falta de asas, quando algo ou alguém resolve voltar ao seu lugar, para antes de nós. E quando isso ocorre, os muros da casa que construímos, altos, paramentados para a segurança dos nossos, tornam-se ínfimos delimitadores de acesso, mas, que não impedem o anseio instintivo por respirar o ar puro da liberdade.
Não sabemos donde vem esse afã, e pior: Não sabemos para onde ele nos leva. Mesmo assim, somos como pássaros: Trocamos nossa casa segura com água e comida a tempo, por um vôo livre, uma existência sem grades de gaiola, de medo ou ciúme. E mesmo com o receio de não saber exatamente como viver soltos, partimos; Às vezes sem um adeus declarado, aos olhos de quem nos deu o máximo de si.
Outrora, somos como os que ficam: Os supostos donos, amados dos que amamos. Em nome da vastidão de um sentimento, julgamos ter o direito de restringir, domar e ser sua principal fonte de solidez e completude, esquecendo que Não se corta as asas de um coração, mesmo dando-lhe todo o necessário para que ele exista.
Minha casa é o melhor lugar do mundo; Tem tudo o que eu preciso para me sentir segura e feliz. Mas, sem as chaves que abrem o meu portão, que me dão acesso ao resto do mundo, aos meus iguais, aos perigos e sorrisos da rua, eu com certeza não saberia o valor de voltar.
Porque é preciso criar solto, não temer o risco e dar ao outro a chance de ir, para só assim ter a alegria de vê-lo ficar.
Citação minha, que espelha meu sentimento e a reflexão escrita de hoje. Pessoas são como a calopsita aqui de casa, que hoje resolveu levantar vôo por cima do muro, sem que qualquer um de nós pudesse pelo menos acompanhá-la com os olhos.
Somos sensatos, reflexivos, buscamos a todo tempo estar de acordo conosco e explicar tudo ao redor. Mas, batemos de frente com nossa falta de asas, quando algo ou alguém resolve voltar ao seu lugar, para antes de nós. E quando isso ocorre, os muros da casa que construímos, altos, paramentados para a segurança dos nossos, tornam-se ínfimos delimitadores de acesso, mas, que não impedem o anseio instintivo por respirar o ar puro da liberdade.
Não sabemos donde vem esse afã, e pior: Não sabemos para onde ele nos leva. Mesmo assim, somos como pássaros: Trocamos nossa casa segura com água e comida a tempo, por um vôo livre, uma existência sem grades de gaiola, de medo ou ciúme. E mesmo com o receio de não saber exatamente como viver soltos, partimos; Às vezes sem um adeus declarado, aos olhos de quem nos deu o máximo de si.
Outrora, somos como os que ficam: Os supostos donos, amados dos que amamos. Em nome da vastidão de um sentimento, julgamos ter o direito de restringir, domar e ser sua principal fonte de solidez e completude, esquecendo que Não se corta as asas de um coração, mesmo dando-lhe todo o necessário para que ele exista.
Minha casa é o melhor lugar do mundo; Tem tudo o que eu preciso para me sentir segura e feliz. Mas, sem as chaves que abrem o meu portão, que me dão acesso ao resto do mundo, aos meus iguais, aos perigos e sorrisos da rua, eu com certeza não saberia o valor de voltar.
Porque é preciso criar solto, não temer o risco e dar ao outro a chance de ir, para só assim ter a alegria de vê-lo ficar.
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