sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 RPM.

Chove na cidade, onde o som é mais Brasil. E por cima dessa cama de pardal e água que ouço, quero deitar meu último escrito do velho 11.
Um período de muita vontade, som e movimento intenso do lado de dentro da força!
Meu bom e velho coração, na pancadaria de sempre... Pra bombear meu sangue, pra suster meus vícios, abrigando meu guia e gingando a velha saudade.
Ano bom, trouxe um segredo em cada mês. Vai, mas, deixa o gosto de ter sido vivido como eu gosto. No palco, no gargarejo, no altar ou no master class. Fazendo o que eu gosto: Cantando, tocando o piano e os espíritos das pessoas, acompanhando seus sonhos pra onde bem queiram ir, como um fundo musical por trás do pensamento.
Sempre do mesmo lado do Reino, trabalhando por ele, bem pastoreada como nunca, E tendo o privilégio de voltar todos os dias, de onde quer que seja, pro abrigo do meu lar de verdade: Cada vez melhor, mais nosso, mais único.
E que venha o novo ano. Se possível em Si bemol. Trazendo mais bênçãos, mais música, trazendo pra mais perto a luz de pessoas especiais. Minha família, meus pastores, meus amigos, meus professores. A construir e lapidar essa que aqui escreve. Hoje sem firulas, as mais coloquiais considerações de um grato coração, ao meu querido autor do melhor concerto de todos: A vida.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Passarim

Um coração é o melhor lugar pra alguém viver em liberdade, mas, torna-se o menor para se viver sem ela.

Citação minha, que espelha meu sentimento e a reflexão escrita de hoje. Pessoas são como a calopsita aqui de casa, que hoje resolveu levantar vôo por cima do muro, sem que qualquer um de nós pudesse pelo menos acompanhá-la com os olhos.
Somos sensatos, reflexivos, buscamos a todo tempo estar de acordo conosco e explicar tudo ao redor. Mas, batemos de frente com nossa falta de asas, quando algo ou alguém resolve voltar ao seu lugar, para antes de nós. E quando isso ocorre, os muros da casa que construímos, altos, paramentados para a segurança dos nossos, tornam-se ínfimos delimitadores de acesso, mas, que não impedem o anseio instintivo por respirar o ar puro da liberdade.
Não sabemos donde vem esse afã, e pior: Não sabemos para onde ele nos leva. Mesmo assim, somos como pássaros: Trocamos nossa casa segura com água e comida a tempo, por um vôo livre, uma existência sem grades de gaiola, de medo ou ciúme. E mesmo com o receio de não saber exatamente como viver soltos, partimos; Às vezes sem um adeus declarado, aos olhos de quem nos deu o máximo de si.
Outrora, somos como os que ficam: Os supostos donos, amados dos que amamos. Em nome da vastidão de um sentimento, julgamos ter o direito de restringir, domar e ser sua principal fonte de solidez e completude, esquecendo que Não se corta as asas de um coração, mesmo dando-lhe todo o necessário para que ele exista.
Minha casa é o melhor lugar do mundo; Tem tudo o que eu preciso para me sentir segura e feliz. Mas, sem as chaves que abrem o meu portão, que me dão acesso ao resto do mundo, aos meus iguais, aos perigos e sorrisos da rua, eu com certeza não saberia o valor de voltar.
Porque é preciso criar solto, não temer o risco e dar ao outro a chance de ir, para só assim ter a alegria de vê-lo ficar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mayara Rios - I Need to be in Love

Mais um clássico dos Carpenters cantado por mim.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mayara Rios - Everytime You Go Away

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Mayara Rios - UP

Vou compartilhar com voces algumas músicas que regravei. Espero que gostem.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Bons Ventos

Faz um dia lindo em Music’s City. Eu quase sinto o cheiro de mar nessa brisa suave e temperada que me toca o rosto, aplacando o calor do sol não inclemente enquanto eu checo os e-mails, as lembranças, a estrada.
Dois são os sentimentos que me equilibram: Amor e Saudade: O amor me mostra aonde ir, a saudade, pra onde voltar; E em dias assim, me vejo de novo dentro de algumas já vividas; Intrigantes, interrogativas e sempre rememoradas a cada som, de saral ou de silêncio, de vento ou quietude.
Nunca fui do tipo naturalista... Na verdade vivo na ambiência do concreto, e aprecio coisas palpáveis. Mas, é quando o invisível nos salta os olhos, e o que se precisa longe está de ser real, que toda realidade se torna imprecisa, e a fantasia mais bela que a verdade.
Aí, tal pessoa geralmente distraída com sigo mesma, vê-se encantada com a vista do sol e o sussurro do vento. Que me trazem um nome, um sorriso, um momento onde eles mesmos realçaram a graça de algumas presenças.
“Publicando meus anseios. Acendendo-me a saudade. Se de mim tudo sabes, leve-me pois, pra onde és mais forte, pra onde mora o meu coração”.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Paralelas

Tenho dito e visto: Meu coração é um perene reagente às ações daqueles que ele leva a sério... Vão-se os meses e eu me torno cada vez mais capaz de atender aos desígnios de quem espera que eu tome algum posto pra sentir-se bem. O que não impede que por vezes eu seja tachada de insensível e arrogante... Aliás cada vez que eu não sigo o padrão, sou presa fácil a adjetivos destilados sob emoção forte, que geralmente me inquietam a ponto de questionar que tipo de marca eu tenho imprimido nas pessoas.
Gosto de meditar em mim como se fosse outro, Que a tudo vê atento, e torce pra que eu deixe a impressão errada no menor número de gente possível, visto que tal é inevitável. Mas, por maior que seja minha auto-compreensão, me vejo falhar em ser o melhor de tudo a todo instante. e embora intrínseco ao humanismo, quando se trata de mim, a tolerância parece zero, o que me faz deparar com alguns “Desapareça” ao longo da caminhada.
Recolhe-se o meu eu, pra longe de quem dele não precisa. E quando eu volto pra dentro de mim, marcada e sempre nunca farta, vejo o sinal de outro coração, outra alma, outra vida; Ciente de meus dons e malefícios, mas, que a nada vê senão ao que de bom eu tenha a dar. Pedindo-me simplesmente que não vá embora até a manhã chegar, que segure a nau enquanto o vento soprar contrário. Paro-me diante desse rogo, e ali permaneço, enquanto quiser o meu amigo, o meu amor, o meu irmão.
Entre o pra sempre e o nunca mais; O “Me deixe em paz” e o “Preciso de você”, existo, sigo e vivo, seguramente indigesta a quem não me ame de fato; Porque não li as regras e Sou como todos: Difícil, diferente; Em mim e em cada um

domingo, 14 de agosto de 2011

Gente

Que vem de longe,
Que ama igual.
Amada de leve,
Me leva embora.
Me trás de volta,
Me tem por perto.
Me vê por dentro,
E eu quase vejo.
Gente que eu amo porque quero,
E nem querendo desamaria.
Gente livre, Gente boa.
Gente de mim,
Reagente: Do sim e do não;
Tem meu coração na boca,
Faz meu caminho na mão.
De muito amada, me manda embora.
Do meu sonho, do meu sangue.
Do assente da terra, da quebra do mar.
Gente da minha harmonia,
Agentes do meu descompasso
Eles e elas, meu burgo, meu clã;
Graça do céu. Gente que eu amo

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

No geral (Parte 2)

Ben-vindos!

Já fui a noiva apaixonada, já fiquei sem ação ante a um amor platônico; Já acordei sem fôlego por um sonho bom, já chorei ouvindo “Here Without You”; Normal de mais, humana de mais.
Sou uma mulher diligente em fazer o que é politicamente correto e não decepcionar quem acredita em mim, o que lamentavelmente não impede que isso aconteça. Tenho vivido emoções indescritíveis e aprendido mais sobre o amor, que diga-se de passagem, é um dom que quanto mais se me apresenta, muito mais me encanta, tornando-se essência de mim. Inexoravelmente, amo por que vivo, e vivo por que amo.
Creio que uma das coisas que torna a vida mais instigante é o privilégio da descoberta. Desde quando você tem 8 meses e saca que juntar as mãozinhas produz ruído e faz a mamãe sorrir, passando pela descoberta da locomoção, do beijo, e por fim, a busca pela auto-compreensão para uma possível compreensão alheia; Indubitavelmente, descobrir transforma, enriquece e revoluciona...
Mudam-se meus conceitos à velocidade da luz: ao que era rabi agora chamo fariseu, o que era sonho virou projeto e o que foi paixão tornou-se nada além de razão de nostalgia. Porque conceitos são utópicos, logo, vãos e relativos.
Pessoas têm marcado a minha história ao longo dos anos, e meu desejo é que assim se faça por todos os próximos; Para que, tal como aprendi que o amor ágape pode ser tão intenso e concentrado quanto a mais ardente paixão, venham munidas de novas descobertas, que me enobreçam e ajudem a fortificar os alicerces: Da fé, da esperança e do amor; De cujos quais, de fato, o maior é o amor.