Bons dias!
hoje vou abordar aqui uma questão bem pessoal da qual eu não tenho nenhuma razão pra escrever Mas vou fazer, se o artigo ficar legal publico.
Muita gente me questiona sobre uma declaração que dou constantemente: “Não quero filhos”! Agora vamos a algumas razões pra não perpetuar a espécie.
A relação pais & filhos do meu ponto de vista é deveras complicada, visto que os filhos nunca se contentam com nada. Se privados querem liberdade, se livres querem libertinagem. Por outro lado os genitores, que até certa época da vida lhes garantem saúde, sustento e amor incondicional, lhes cobrarão pro resto dela conduta idêntica a sua, controle e opinião sobre decisões importantes e particulares, além de lhes conceder o fardo estra de nunca conseguir superar suas espectativas não importa quanto esforço se empreenda nisso.
Pessoas nascem crescem e morrem sugando outras: bebês sugam peito, crianças paciência, adolescentes dinheiro pro MP30 e filhos adultos sugam aposentadoria.
Pais exigem sempre mais: Se o rebento está na rua o querem em casa, se em casa o querem na cama, e ainda quando na cama o querem fora dela a tempo de ver o nascer do sol.
Filhos fazem vergonha no mercado, consomem TV computador e privacidade, além de exigirem ambiente estável pra crescerem fortes, inteligentes e saldáveis o bastante pra mandar os pais calarem a boca na frente da visita, se meterem em conversa alheia e gritar bastante com os seus que provavelmente farão pior. Pecimismo? Não! Realidade diminuída. A sociedade cada vez mais abandona o projeto inicial de irmãos em condições semelhantes buscando o bem comum, e se converte em maça desprovida de sentimento e cérebro se apressando ao despenhadeiro da
hipocrisia e crédito fácil... Não vale a pena dispensar tempo dinheiro e leite Nan em uma pessoa a mais; Nada contra quem Os tem aos montes, filho é uma benção, principalmente quando ele não é seu.
Há algum tempo atrás eu nutri esse objetivo, mas, atualmente, dada à exposição e instabilidade a que meu trabalho me submete realmente não seria lógico.
Enfim, ”somos a última geração que obedeceu aos pais e a primeira que obedece a filhos”. tarefa eterna, sacrifício desnecessário.
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3 comentários:
Adorável.
Olá Mayara. Estou chegando das Gerais cheio de paz e muita coisa pra ler e analisar. Um dos locais em que visitei de pronto foi teu blog e deparei-me com esta crônica bem embasada, porém, aguda.
Sobre esta, pretendo traçar alguns paralelos, a meu ver, salutares para a reflexão proposta.
Parece-nos incompreensível à geração de filhos num mundo consumista que deteriorou o ser ao ter, num país recém saído de uma ditadura que deixou pais medrosos e libertários com filhos sedentos por liberdade e num sistema econômico instável em que hora sustentamos a vários, hora nem mesmo nos sustentamos, mas, o que sempre aproximou criação e criatura foi a adversidade e o desafio.
A visão que está incutida em nós como visão de obediência é relativa quando remontamos as primeiras relações entre patriarcas e tribos, pais e filhos.
A lógica de ter filhos, deve perpassar as dificuldades inerentes aos desvios de conduta e fatores delimitadores que oscilarem entre autoridades e papéis.
Ter um filho é fazer o que sua mãe fez. Dar a oportunidade que um novo ser venha ao mundo e a partir das situações/problemas mediar a criação, cuidar da cria e aguardar bons resultados com a mesma esperança que o bom semeador semeia.
Sobre isto o amado Cristo falou-nos com precisão na parábola do Bom Semeador, obviamente, fazendo alusão à Palavra.
Pela esperança que nutro numa geração transformadora, a qual precisamos projetar e pela fé na vida que brota da vida e no fruto que cresce do amor, digo sim aos filhos, porque eu e você somos filhos, tivemos nossa chance e estamos buscando dentro de nossas possibilidades, evoluir.
Porém, compreendo e respeito tua opinião e parabenizo-lhe pela argumentação usada para sustentar-lhe..
Você, escreve muito bem, nutre meu intelecto, consegue ser realista como o ar que respiro e merece minha admiração.
Forte abraço e continue dando-me a oportunidade de efetuar estas reflexões riquíssimas!
nunca li uma descrição tão perfeita e real!!!! showww de bola!
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