Caros, boa noite.
Desde sempre ouvimos falar de felicidade, e de como todas as estirpes de pessoas, dos mais distintos modos a tem buscado. No entanto, há que se convir que tal caça gera desacertos que em sua esmagadora maioria, são irreversíveis.
Mesmo frente a esta constatação, e considerando o raciocínio mais aceito em nossos dias de que nada há senão cada instante e seu efeito, muitos, dão o seu máximo para propiciar a si mesmos ou a outrem momentos de riso.
Seja em frente à TV, subalimentando-se da bio alheia, gastando as falanges nos famigerados comunicadores on line, ou ainda, transcendendo limites: De velocidade, ingestão de Gordura Trans, cartão de crédito, vale tudo pra sentir-se feliz.
Sentir-se feliz, paradoxalmente, esse é o problema. Toda sensação, por melhor que seja, caracteriza-se entre outras coisas, por sua fugacidade; Logo, o fenecer de uma boa sensação nos remeterá à infelicidade, tão logo haja outra circunstância externa que nos leve a um bom estado novamente. Insuficiente. Pelo menos pra mim...
Certa feita, alguém especial me disse que existe um paralelo entre alegria e tristeza, felicidade e infelicidade; Sendo os dois primeiros estados de alma, e os dois seguintes estados de espírito. Considerando esta lógica, entendo que toda situação produzida a partir de circunstâncias exteriores, nos conduzem à alegria ou tristeza, que sendo condicionadas a um ambiente externo em constante variação, não são duráveis.
Eis nosso grande engano: Procurar pela felicidade como a um tesouro perdido, algo que nos virá tocando clarins e que apartará de nós todo o prenúncio de adversidade, quando a bem da verdade, a felicidade é e reside no que é simples. Creiam-me, dá muito mais trabalho ser infeliz e achar tudo um saco.
Pessoalmente, afirmo que, diferente da alegria, a felicidade é gerada a partir de circunstâncias interiores, e é sólida. Ser amado e compreendido pelos seus, ser verdadeiro com toda e qualquer pessoa que cruze o seu caminho, ser pego fazendo a coisa certa por quem já tentou te flagrar fazendo besteira, Ser fiel: Aos pais, ao cônjuge, mas, acima de tudo, ser fiel a Deus, conhecê-lo, conviver com Ele.
Eu lido todos os dias com limitações que não fazem parte da vida da maioria; Sofro ausências que às vezes parecem maiores do que eu seja capaz de suportar;, entretanto, Graças aos pré-requisitos que mencionei a pouco, posso olhar pra minha vida e cantar bem alto aquela Canção de Kirk Franklin que diz:
“I never knew
I could be so happy”!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
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Um comentário:
Olá Mayara. Penso que qualquer palavra que eu comentar a cerca desta crônica não alcançará a plenitude que ela tem. A forma utilizada por você para discorrê-la foi única. Um pensamento pluriuniversal que transcendeu o significado do vocábulo felicidade e deu significância a este estado de espírito que nos assalta em diferentes momentos.
Enquanto lia tua magnífica crônica, lembrava dos dias felizes, uns que passei sozinho, outros com minha mãe, outros com meu amor. E fui contrapondo suas palavras às minhas reações e misturando as lembranças às tuas definições que saltaram aos montes de dentro da crônica e se espalharam no universo da leitura que eu fazia.
Uma leitura bem maior que a compreenção mediada pelas frases discorridas. Uma leitura de mundo que regida por tua crônica mesclou a análise bem argumentada às lembranças boas que tive. Por fim veio a admiração.
Admirei uma vez mais teu dom de escrever e agradeci a Deus pelos dons que repousam nas pessoas.
Um dos teus é a escrita expressiva e singular. Teu blog é a vitrine disto.
Continue assim.
Parabéns!
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