“É”... Bem-vindos!
Revirando meu arquivo de fotos com alguém importante, percebi que fotos são mais do que as faces e cenas que reproduzem. E mesmo que eu ainda não as possa olhar, sei exatamente onde estão, e mais que isso, sei o que guardam.
Retratos são as mais fiéis testemunhas dos meus bons momentos; Registram minha alegria, geralmente pela presença da pessoa ao lado. A inexpressão nas fotos em que apareço só, Tom explica: “é impossível ser feliz sozinho”...
Costumo dizer que minha vida assemelha-se a um terminal rodoviário, por onde pessoas passam todos os dias; Umas chegam de mala pra dentro de mim, outras, no entanto, partem levando com sigo o melhor que eu pude dar.
“Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica”; E não é que as tais vêm mesmo! “Achei meu lugar ao sol! Valeu Trampolim”.
Como não é costume das pessoas instalarem-se de fato numa rodoviária, antes, é nada além de um lugar aonde se vai circunstancialmente, observo as idas e vindas de gente no meu mundo! Gente que mete o pé na porta, retém o necessário e sai de assalto deixando a casa varrida e a porta entre aberta, Sujeita a todos os perigos de uma nova invasão.
Minha vida é instável e minha identidade incerta, qual o meu sotaque. Eu sou o céu que acolhe e acalma, e num piscar de olhos sou o inferno que repele; Anjo e demônio ao mesmo tempo...
E como tudo que vai, deixa as fotos, elas são exatamente o que resta, do que fui e representei; Do que sorri e senti, que algum dia me hão de trazer aos olhos, momentos que nunca me deixarão a memória.
Mais nítidas que as fotos, porém, são as marcas, do riso e da dor: No meu peito, no meu rosto, nos meus cabelos, na minha vida.
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Um comentário:
Realmente, quem deixa a porta aberta não se importa com os riscos de invasões, sendo assim como disse antes, talvez seja a hora de se desapegar, de deixar ir... O importante é que sobra espaço pro novo surpreender a gente!
Se você é paradoxo: anjo e demônio, me sinto no direito de ser paradoxo também, sou nômade mas quero morar pra sempre nessa rodoviária!
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